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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

França testa tecnologia para tratar lixo radioativo



Por AFP/ Info Abril

AFP
A tecnologia reduz de forma importante o volume dos rejeitos após submetê-los a temperaturas que alcançam os 5.000 graus


Paris - Uma tecnologia alternativa para o tratamento dos rejeitos radioativos utilizando plasma foi testada com sucesso em um laboratório francês em Landes (sudoeste), anunciou esta quinta-feira a gigante espanhola da energia Iberdrola e sua parceira belga Belgoprocess.

Esta tecnologia, destinada aos rejeitos com nível de radioatividade baixa e média, "permite reduzir de forma importante o volume dos rejeitos após submetê-los a temperaturas que alcançam os 5.000 graus", explicaram as companhias em um comunicado.

Submetidas a estas temperaturas extremas do plasma (uma mistura de moléculas, átomos, íons e elétrons), os rejeitos radioativos são liquefeitos e depois vitrificados antes de serem resfriados, o que permite reduzir "em até 80 vezes" seu volume, acrescentaram a Belgoprocess e a Iberdrola Ingenieria, uma filial da companhia espanhola de energia.

Os resíduos radioativos são, em seguida, colocados em unidades de estocagem e cimentados.

Os últimos testes foram realizados durante dois dias em uma instalação da sociedade francesa Europlasma Inertam em Morcenx (Landes).

A unidade de tratamento será transferida à usina nuclear de Kozloduy, no noroeste da Bulgária, perto da fronteira romena, explorada pela empresa pública búlgara BEH EAD.

"Ela será montada em setembro antes de ser colocada em funcionamento, o que está previsto para daqui a dois anos", indicou a Iberdrola.

Mesmo que os volumes não sejam consideráveis, a periculosidade dos resíduos radioativos representam altos custos de estocagem e sepultamento. Reduzir os volumes permitiria limitar essa conta.

Segundo o Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas (CEA) francês, os processos de tratamento com o plasma já foram estudados (a CEA desenvolveu um procedimento denominado Shiva), e a técnica foi empregada industrialmente em um local da sociedade Zwilag em Würenlingen, no norte da Suíça.

Chip da água dessaliniza água do mar a conta-gotas


Redação do Site Inovação Tecnológica




O primeiro protótipo do chip dessalinizador, que ainda tem um rendimento baixo, mas demonstra a viabilidade de uma tecnologia promissora. [Imagem: Okeanos Technologies]


A dessalinização da água do mar poderia resolver muitos problemas humanos e ambientais.

Infelizmente, os processos disponíveis hoje, incluindo a osmose reversa, são caros e exigem grande quantidade de energia, que nem sempre está disponível onde a dessalinização é mais necessária.

Kyle Knust, da Universidade do Texas, teve uma ideia que parece estranha quando se tem em vista que os problemas de falta d'água só poderão ser resolvidos com grandes volumes de água doce.

Knust propôs fazer a dessalinização gota por gota - e não apenas uma gota do tipo daquelas que pingam das torneiras mal fechadas, mas uma gota contendo 40 nanolitros, mais ou menos do tamanho de um pingo de tinta disparado pelo jato de uma impressora.

Chip de dessalinização

A ideia é usar a tecnologia microfluídica, a mesma usada para a criação de biochips emicrolaboratórios de análises clínicas.

Realizar o processo em microescala elimina a necessidade de uma membrana para separar o sal da água - a membrana é de longe o elemento mais problemático da osmose reversa, sendo cara e exigindo manutenção constante.

Para isso, a água do mar é pressionada pelos microcanais de um chip repleto de microcanais ramificados - duas pilhas são suficientes para fornecer a energia necessária para o bombeamento.

Quando a água encontra a encruzilhada de cada canal, ela entra em contato com um eletrodo que neutraliza uma parte dos íons cloreto - o sal marinho - criando uma "zona de sangria de íons", um aumento no campo elétrico local em comparação com o resto do canal.



O eletrodo na junção cria uma "zona de sangria de íons", levando a salmoura (brine) para um lado e a água dessalinizada para o outro. [Imagem: Kyle Knust]

Essa alteração é suficiente para direcionar os sais para um dos lados da encruzilhada, enquanto a água sem o sal vai pelo outro, "jorrando" a 40 nanolitros por minuto - como cada canal é microscópico, é necessário levar em consideração milhões deles "jorrando" ao mesmo tempo.

Nanoeficiência

O conceito é interessante e certamente merecerá novos estudos, uma vez que pode permitir a construção de equipamentos de dessalinização compactos, de baixo custo e com baixo consumo de energia.

A grande deficiência do protótipo é o seu baixo rendimento, alcançando uma dessalinização de apenas 25%, quando o ideal é 99%.

"A técnica sem membrana que desenvolvemos ainda precisa ser aperfeiçoada e escalonada, mas se pudermos fazer isso, então, no futuro, será possível fornecer água doce em grande escala utilizando um sistema simples, até mesmo portátil," reconhece o professor Robert Welch, orientador do trabalho.

E ele parece mesmo acreditar nisso, já tendo-se unido a seus alunos e colegas para lançar uma empresa para tentar comercializar a tecnologia.
Bibliografia:
Electrochemically Mediated Seawater Desalination
Kyle N. Knust, Dzmitry Hlushkou, Robbyn K. Anand, Ulrich Tallarek
Angewandte Chemie
Vol.: Article first published online
DOI: 10.1002/anie.201302577

sexta-feira, 19 de julho de 2013

V Simpósio de Restauração Ecológica: Políticas públicas para conservação da biodiversidade



O Simpósio tem como objetivo principal oferecer subsídios para a discussão, análise, execução de estudos, projetos e ações relacionadas à restauração ecológica, fundamentados em conceitos desenvolvidos pela comunidade científica e em experiências práticas do setor privado, além da possibilidade de empresas e profissionais da área apresentarem seus produtos e serviços.

Público-Alvo: Pesquisadores, professores universitários, alunos de graduação e de pós-graduação dos cursos afins ao evento; Empresas de consultoria ambiental; Engenheiros, técnicos e demais profissionais especializados; Empresas prestadoras de serviços sobre restauração ecológica e áreas degradadas;Produtores, empresários e agentes econômicos envolvidos na área; Viveiristas de produção de espécies nativas florestais nativas; Empresas em processo de adequação ambiental e/ou de manutenção de processos de melhoria contínua e demais pessoas interessadas no tema.


Instituto de Botânica
São Paulo - SP - Brasil

4 a 8 de novembro de 2013
Mais informações, clique aqui
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cientistas dos EUA descobrem bactéria que produz ouro


Via CicloVivo




Cientistas da Michigan State University descobriram uma nova bactéria que produz ouro. Nos testes de laboratório, uma colônia de micro-organismosCupriavidus metalliduran conseguiu produzir 24 quilates do metal. Ao contrário da maioria das bactérias, esta espécie sobrevive mesmo exposta a altas concentrações de cloreto de ouro.

Para produzir o precioso metal, os pesquisadores Kazem Kashefi e Adam Brown alimentaram as bactérias com cloreto de ouro, substância altamente tóxica. No entanto, os micro-organismos se mostraram resistentes à propriedade, e, em sete dias, conseguiram transformar a substância no ouro. De acordo com os cientistas, que chamaram o processo de “alquimia bacteriana”, é bem provável que o elemento produza ouro na natureza de forma espontânea.

O método de extração do metal produzido pelas bactérias dispensa o garimpo, causando um menor impacto no meio ambiente. No entanto, como a técnica ainda tem altos custos para comercialização, os criadores do ouro orgânico montaram uma exposição de arte e ciência para apresentar o elemento valioso, chamada de The Great Work of The Metal Lover, montada em Linz, na Áustria, até o começo de outubro.

A instalação artística funciona como um laboratório, onde foi instalado um sistema vivo de bactérias, que reagem com a substância e produzem o metal precioso. O equipamento conta com uma estrutura banhada a ouro, um birreator de vidro e os microorganismos – que vão produzindo maiores quantidades do metal com o passar das semanas. A instalação criada pelos pesquisadores da Michigan State University foi premiada pelo concurso austríaco Prix Ars Electronica. Com informações do Ecouterre.





sexta-feira, 17 de maio de 2013

Protótipo de turbina eólica promete ser divisor de águas na geração de energia


Forest Comunicação




A empresa norte-americana de energia eólica SheerWind acaba de lançar o INVELOX – uma turbina eólica em formato de túnel que pode produzir até 600% mais energia do que as turbinas tradicionais. A empresa afirmou, após vários testes de campo, que sua nova turbina INVELOX “supera significativamente a turbina tradicional” e poderia reduzir os custos de instalação para menos de US $ 750 por KW.

O sistema de energia INVELOX funciona através da captura brisas do nível do solo que são canalizada através de uma passagem que vai se afinando e acelera naturalmente o fluxo do vento. Ao contrário de outras turbinas, também minimiza o impacto ambiental e animal, e não necessita de subsídios do governo para ser rentável. Tudo isso faz da INVELOX uma solução de energia renovável potencialmente aplicável e que pode ser facilmente integrada nas operações de energia comercial.




A SheerWind afirma que a turbina INVELOX pode operar em velocidades de vento tão baixas quanto 1 milha por hora (1,6 km por hora), e que gerou a capacidade recorde de produção de energia de 72%. Em nota, o Dr. Daryoush Allaei, CEO da SheerWind disse: “Esta emocionante superioridade na performance sobre as turbinas eólicas tradicionais e a competitividade com gás natural e energia hidrelétrica está atraindo grande interesse de empresas de tamanho moderado; entidades governamentais, especialistas da indústria, e outros “.

“Nossa capacidade de operar eficientemente e eficazmente em áreas não consideradas viáveis com a energia eólica tradicional e com o baixo custo de 10 dólares por MWH faz da SheerWind um verdadeiro divisor de águas na geração de energia elétrica”.




(Forest Comunicação) Via Mercado Ético/Terra

terça-feira, 9 de abril de 2013

Dispositivo transforma oxigênio em purificador de água, ar e alimentos

Redação CicloVivo, com informações do G1.





O ozônio é eficaz no combate à contaminação do solo e ainda purifica a água, o ar e os alimentos. | Foto: Guadalupe Cervilla/Flickr

Um engenheiro de São Paulo criou um dispositivo capaz de filtrar as impurezas do ar, da água, dos alimentos e até eliminar a contaminação do solo. O equipamento possui um mecanismo que transforma oxigênio em ozônio, propriedade sustentável que serve como alternativa para vários produtos de limpeza.

O equipamento foi desenvolvido em 2005 por Samy Menasce, da empresa Brasil Ozônio. De lá para cá, foram realizados estudos e investimentos para aperfeiçoar o gerador de ozônio, que já foi instalado em 2,5 mil estabelecimentos e residências, no Brasil, na Argentina e no Peru.

Para o inventor, o dispositivo é uma revolução para a limpeza sustentável. “A nossa matéria-prima é o ar, o nosso resíduo é o oxigênio e o nosso consumo de energia é equivalente a algumas lâmpadas. Dessa forma, a gente consegue resolver problemas antes quase sem solução”, contou Menasce ao G1.

O gerador desenvolvido pelo paulistano também vem sendo usado para amenizar problemas ambientais, principalmente na zona rural. Isso porque o ozônio é eficaz no combate à contaminação do solo e elimina odores de fertilizantes. Além disso, o gás é eficiente no tratamento de piscinas. “O ozônio é cem vezes mais potente que o cloro e age 3,2 mil vezes mais rápido, ou seja, além de ser mais potente, ele age muito mais rapidamente”, diz o engenheiro. Ao contrário do cloro, o ozônio ainda tem a vantagem de não causar irritações nas vias respiratórias dos usuários das piscinas.

O Aquário de São Paulo é um dos estabelecimentos mais famosos em que o dispositivo foi instalado. Lá, o gerador traz benefícios tanto para os animais, como para os funcionários e visitantes do local. “Ele melhora em todos os aspectos – seja visual, clínico, ou o funcionamento do sistema biológico do aquário. O que a gente monta dentro do aquário é como se fosse um microecossistema, em que o ozônio vem como uma ferramenta para esse microecossistema funcionar bem”, afirma Ricardo Cardoso, diretor técnico do Aquário de São Paulo.

Na sede da microempresa, no Butantã, todos os geradores são testados. Em um reservatório, a ação do gás pode ser comprovada rapidamente: ao longo do teste, um pacote de suco artificial foi despejado na água, e, em poucos segundos, o ozônio entra em contato com o pó e desintegra os componentes químicos, deixando a água totalmente limpa.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Jovem de 19 anos projeta sistema para limpar o lixo plástico do oceano

Via Redação CicloVivo




A expectativa é de que a matriz de limpeza criada por Boyan seja capaz de retirar mais de sete milhões de toneladas de plástico do oceano. | Imagem: Divulgação






O jovem holandês Slat Boyan tem apenas 19 anos, mas já carrega em seu currículo um projeto importante para a preservação ambiental. Ainda na escola, Boyan desenvolveu uma matriz de limpeza oceânica. O equipamento foi pensado para retirar os resíduos plásticos do mar.

Apesar de ainda estar em fase de projeto e não ter previsão de quando estará disponível para o uso, o desenho da matriz já foi premiado como o melhor Desenho Técnico de 2012 na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda. No entanto, o objetivo do estudante ainda é muito maior.

A inspiração para o projeto é a quantidade de partículas de plástico presentes nos oceanos. Esse lixo é responsável pela contaminação de espécies marinhas e também pela morte de outros animais que ingerem ou, até mesmo, ficam presos aos resíduos.

A expectativa é de que a matriz de limpeza criada por Boyan seja capaz de retirar mais de sete milhões de toneladas de plástico do oceano. A máquina tem a aparência de uma arraia e é equipada com pás gigantes que ajudam a aglomerar todo o resíduo. Depois de centralizar todo o material, ele é direcionada às plataformas que separam os plânctons, filtram o lixo e armazenam o plástico para a reciclagem.

Para minimizar os impactos ambientais deste processo, as equipe de 50 engenheiros que trabalham na viabilidade da tecnologia, pretendem utilizar placas solares e também aproveitar a força das ondas e correntes marítimas para gerar a energia necessária para o funcionamento do sistema. Com informações do 

domingo, 3 de março de 2013

Fluidos de árvores se transformam em plástico biodegradável e podem substituir petróleo



CicloVivo



O pesquisador Chuanbing Tang, da Universidade da Carolina do Sul, descobriu que é possível produzir plástico biodegradável a partir de líquidos extraídos das árvores. O plástico alternativo tem características parecidas com a versão convencional e dispensa o uso do petróleo durante sua fabricação.

A sociedade científica norte-americana premiou o criador do projeto e vai incentivar o aprimoramento das pesquisas, para que o material se torne um concorrente viável do petróleo. As experiências indicam que os fluidos das árvores poderão ser utilizados não só para a fabricação de plástico, mas também para substituir os combustíveis fósseis utilizados nos dias atuais.

Durante os experimentos, Tang descobriu que a seiva dos pinheiros tem uma composição semelhante à do petróleo. Assim, o fluido é submetido a processos químicos de modificação, até que se transforme em um tipo de plástico biodegradável.

A matéria-prima é adquirida por meio do extrativismo vegetal, técnica empregada pela indústria do látex e utilizada para produzir óleos essenciais retirados das árvores das florestas equatoriais e tropicais. A atividade sustentável não causa danos às árvores, desde que seja executada cuidadosamente.

O plástico ainda está em fase de desenvolvimento para se tornar mais resistente, mas o criador mostra-se confiante em suas pesquisas. “Se conseguirmos estabelecer relações claras das propriedades estruturais, seremos capazes de alcançar os mesmos resultados que agora temos com os polímeros feitos a partir de petróleo”, conclui Tang, que espera produzir um futuro mais sustentável por meio dos fluidos das árvores.

* Com informações do InHabitat.

(CicloVivo)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Soluções para prevenir e reduzir impactos no meio ambiente



A ECOSORB desenvolve e comercializa uma vasta linha de produtos e equipamentos voltados para preservação ambiental, oferecendo ao mercado mais de 100 itens minuciosamente elaborados para prevenção e contenção de vazamentos envolvendo óleo, líquidos e químicos em geral.

Com fábrica instalada na cidade de Itatiba, interior de SP, está equipada para atender com excelência e qualidade a demanda de soluções para preservação ambiental em todo o território nacional.

Entre os itens de produtos e equipamentos em seu portfólio estão: barreiras de contenção (móvel e fixa), absorventes e desengraxantes industriais, kits de proteção ambiental, recolhedores de óleo, tanques auto-portantes, dispersantes, pallets contentores, máquinas para lavar peças, entre muitos outros.



A ECOSORB também oferece assessoria, elaborando manuais de comunicação e intervenção junto à midia, em situações de crise e riscos ambientais.

Mais informações: www.ecosorb.com.br

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Aparelho transforma óleo de cozinha usado em biodiesel




Por Vanessa Daraya, de INFO Online


Quem escolhe ter um estilo de vida ecológico enfrenta várias dificuldades. Uma delas envolve descobrir o meio mais apropriado para descartar o óleo de cozinha usado. Pensando nisso, a empresa britânica Biobot criou um aparelho que consegue transformar o óleo em biodiesel.

Chamado BioBot 20, o aparelho evita que a gordura seja despejada no esgoto e polua milhares de litros de água potável. Além disso, ele pode ser uma opção de combustível menos poluente que o tradicional óleo diesel, proveniente do petróleo.

O BioBot 20 pode ser instalado nas próprias residências. O processador doméstico consegue trabalhar com até 20 litros de óleo, misturados ao metanol.

O processo de transformação do óleo em biodiesel leva de 12 a 24 horas para serem finalizados. Apesar de parecer lento, trata-se de um processo barato porque o óleo é reaproveitado. Logo, não traz custos adicionais e ainda ajuda o meio ambiente.

Assim, além de produzir o biodiesel, o aparelho pode funcionar como uma ferramenta educacional. Isso porque o processo de fabricação do combustível também demonstra princípios químicos.

O BioBot 20 é comercializado por 655 dólares. Veja abaixo um vídeo sobre o funcionamento do aparelho

Bill Gates aumenta prêmio da privada sustentável para US$ 1 milhão

Privada inventada por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, para o desafio em 2012, é movida a energia solar, gera eletricidade e elimina as fezes sem precisar de sistema de esgoto (Foto: Michael Hoffmann/Divulgação)



Sob a premissa de que o engenho humano não tem limites, a Fundação Bill & Melinda Gates premia com até US$ 1 milhão os melhores protótipos de sanitário capazes de evitar que o esgoto saia das casas sem tratamento, contaminando o meio ambiente e ameaçando a saúde da população.

"A ideia do desafio 'Reinvent the Toilet' é premiar a melhor ideia de um sanitário que torne os dejetos seguros para evitar que os patógenos (microorganismos causadores de doenças) saiam das casas, entrem em contato com as pessoas; (deve ser) um sanitário acessível, fácil de usar e que possa ser comprado nas lojas", explicou à AFP o encarregado sênior do programa de Água, Saneamento e Higiene da Fundação Bill & Melinda Gates, o marfinense Doulaye Kone.

Para se candidatar ao prêmio, o projeto precisa atender a certos critérios, como evitar odores e insetos, custar até US$ 0,05 ao dia por usuário, evitar a contaminação do meio ambiente e permitir a recuperação de componentes que possam gerar renda, como gás e adubo para produzir fertilizantes. Kone participa no Rio de Janeiro da conferência internacional de Academias de Ciências (IAP), onde o desafio foi apresentado.

O desafio "Reinvent the Toilet" distribuiu quatro prêmios no ano passado. O projeto vencedor foi do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, Estados Unidos), que obteve o prêmio máximo de 2012 – US$ 100 mil – por desenvolver um sanitário alimentado com energia solar e é capaz de produzir hidrogênio e eletricidade.

Mas a Fundação continua procurando novos projetos e este ano oferece recompensa de até US$ 1 milhão para o ganhador. Calcula-se que 1 bilhão de pessoas vivam em condições sanitárias inadequadas que causam doenças responsáveis pela morte de 1,5 milhão de crianças a cada ano.

"Muitas destas doenças são evitáveis, mas se tornam endêmicas em regiões densamente povoadas, em áreas de favela e em países pobres simplesmente porque a infraestrutura sanitária não dispõe de tecnologia eficiente para proteger a saúde das pessoas", afirmou.

Os sistemas tradicionais de coleta e tratamento de esgoto são muito caros porque precisam de grande quantidade de água, rede de coleta e energia para alimentar as estações de tratamento. E as alternativas existentes, como as fossas sépticas, não conseguem evitar muitas vezes a contaminação ambiental, argumentou.

"A forma diferente de resolver o problema é considerar que a solução não está necessariamente ligada a um sistema de dutos coletores. É possível ter um sanitário com um sistema adequado de tratamento doméstico, que permita resolver o problema localmente", destacou.

Na busca por incentivar estas soluções inovadoras, a Fundação destinou aproximadamente US$ 380 milhões a projetos vinculados a seu programa de saneamento nos últimos cinco anos. Atualmente, 65 são financiados em vários países, alguns latino-americanos, como Brasil, Peru e México.

No Brasil, onde, segundo dados oficiais, cerca de 40% das residências ainda não estão ligadas a rede de coleta e tratamento de esgoto, a instituição financia o projeto de uma latrina de biodecompósito, material que decompõe o material orgânico, desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Mais informações sobre o desafio estão disponíveis no link http://www.gatesfoundation.org/What-We-Do/Global-Development/Water-Sanitation-and-Hygiene

Via Terra





Tecnologia aliada ao ensino e à sustentabilidade: Fisk lança ferramenta interativa para prática de idiomas


Nova ferramenta eliminará a produção anual de 500 mil CDs que acompanhavam os livros


Os alunos da escola Fisk vão começar o ano escolar com uma novidade: a Rede acaba de implantar o projeto Cyber Fisk, conjunto de ferramentas e atividades interativas especialmente desenvolvidas para incentivar os alunos a praticarem o idioma fora da sala de aula, de maneira que possam consolidar e expandir o que foi aprendido em casa, na escola ou no ambiente de trabalho. Com isso, os alunos passarão mais tempo expostos à língua e, consequentemente, memorizarão melhor o que foi aprendido em sala de aula.

Totalmente online, a nova ferramenta foi imaginada como inovação pedagógica, tecnológica e também econômica. “Todos os nossos livros iam, até o ano passado, acompanhados de CDs com conteúdo extraclasse. Muitos alunos acabavam não usando a ferramenta por não ser prática em tempos de tablets e smartphones. Além de não gerar resíduos sólidos, já que boa parte desses CDs não eram reaproveitados, o aluno se sentirá mais motivado a acessar o novo sistema, uma vez que a única coisa que precisará é da conexão com a internet”, explica o Diretor da Fundação Fisk – mantenedora das marcas Fisk e PBF, maior rede independente de escolas de idioma, Christian Ambros. Com o Cyber Fisk, a escola deixará de fabricar cerca de 500 mil CDs por ano.

Válidas para os cursos de inglês, espanhol e português para brasileiros, as atividades do Cyber Fisk estão diretamente relacionadas ao vocabulário e às estruturas apresentadas nos cursos. Os conteúdos dos estágios cursados anteriormente também estarão disponíveis, permitindo que o aluno recorde a matéria anterior. Entre as facilidades apresentadas na ferramenta, estão o Cyber Audio para download, por meio do qual o aluno pode ouvir os principais diálogos e atividades do livro, Cyber Pronunciation / Cyber Pronunciación, que tira dúvidas sobre pronúncias, o Cyber Lab, que permite o treino da conversação fora da sala de aula, e o Cyber Dictation / Cyber Dictado, para reprodução ortográfica dos textos gravados.

O acesso ao Cyber Fisk é feito pelo site da Fisk, com login fornecido pela secretaria da unidade.


Pesquisadores de Belo Horizonte criam painéis solares de plástico

Redação CicloVivo 



Um pedaço do plástico de dois metros por dois metros tem capacidade para abastecer uma lâmpada, uma TV e parte do consumo de uma geladeira. | Foto: Divulgação/CSEM Brasil




Um grupo de pesquisadores de Belo Horizonte criou novos painéis solares feitos de plástico. Mais baratos e compactos do que os equipamentos convencionais, as placas de geração podem ser instaladas em fachadas de prédios, telhados de casas e até mesmo em ônibus e carros.

Ao contrário dos painéis tradicionais, feitos de silício, o novo dispositivo se parece com um rolo de filme-plástico transparente com faixas coloridas, nas quais se encontram as células fotovoltaicas. Fino e flexível, o material tem alta eficiência: um pedaço do plástico de dois metros por dois metros tem capacidade para abastecer uma lâmpada, uma televisão e parte do consumo de uma geladeira. Assim, quanto maior o tamanho do plástico, mais eletricidade é gerada.

De acordo com Tiago Maranhão Alves, coordenador do projeto, o dispositivo pode dar novo uso ao plástico e ainda reduzir desigualdades sociais no país. "Eu queria levar isso aqui no lombo de um burro para uma localidade isolada do Nordeste que nunca teve energia elétrica. Isso é fácil de transportar e você cola no telhado ou na fachada de uma casinha em qualquer lugar", disse o coordenador, que também considera a possibilidade de depositar grandes quantidades de plástico-filme nas águas dos reservatórios hidrelétricos já construídos no Brasil.

De acordo com Maranhão, o plástico pode gerar até 50% a mais de energia do que as placas de silício. Isso porque, enquanto as células solares tradicionais são mais vulneráveis às variações da luminosidade ao longo do dia, o rolo de filme-plástico produz mais eletricidade conforme a temperatura do ambiente aumenta.

A equipe de cientistas não forneceu detalhes sobre a construção dos painéis de plástico, porém o equipamento já foi aprovado em testes internacionais e as primeiras unidades estão prontas para serem comercializadas. Até o momento, o projeto de desenvolvimento demandou um investimento de R$ 20 milhões e foi executado com a verba da empresa montadora e da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais). Com informações do Valor Econômico.

Cassiopéia oferece produtos 100% naturais certificados pelo Instituto Biodinâmico







   

A Cassiopéia surgiu em 1981, tendo como objetivo principal cuidar das pessoas e da natureza. Sendo assim, sempre produziu produtos biodegradáveis antes mesmo que isso fosse exigido por lei, e de alta qualidade.

Hoje a empresa conta com um amplo catálogo de produtos 100% naturais e biodegradáveis. Entre as linhas disponíveis estão : Veraloe, produtos para tratamentos facial, corporal e capilar com origem 100% vegetal à base de Aloe e Vera; Auxi de Limpeza Industrial e  BioWash de limpeza doméstica.

Sítio Veraloe

No ano de 1986 foi iniciada a plantação de Aloe Vera no interior do estado de São Paulo, na cidade de Jarinu. Com o objetivo de cuidar do solo, da água, da mata e do meio ambiente como um todo, foi usado o método da agricultura orgânica, sem qualquer tipo de adubo químico e agrotóxico.

Há alguns anos foi aprimorado o plantio da Aloe Vera, convertendo as plantações de orgânica para Biodinâmica, sempre com a ajuda do Instituto e Associação Brasileira Biodinâmica em Botucatu / SP.

Um dos objetivos da Biodinâmica é criar o “Organismo Sítio/fazenda” onde os quatro reinos : terra/água; plantas; animais e seres humanos estão integrados e harmonizados de maneira pura e ecológica: tenta-se produzir tudo nesse organismo individual que é cada sítio/fazenda, criando assim um ciclo entre todos os organismos, em que um serve ao outro: desde hortaliças até a comida para animais e o esterco para o composto.


Fonte Yara Rocca do Ame Mais Brasil


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Eco Laundry Ball Lava-Roupas - Greenvana


Economize o planeta na hora de lavar a roupa. Com a ECO Laundry Ball você não vai mais precisar usar detergentes ou sabão para cumprir essa tarefa de casa nada agradável e que ainda polui o meio ambiente. A ECO Laundry Ball não produz espuma, dispensa o enxágue e, com isso, economiza água e energia. Cada unidade lava em média até 3kg de roupa. Ela substitui os produtos químicos e não danifica ou deixa resíduos nos tecidos. Segundo o fabricante do produto a explicação para a eficácia é física pura. O movimento da máquina de lavar, as pastilhas de cerâmica e o design da bola interagem com as moléculas da água, separando a sujeira das fibras. O resultado disso? Uma roupa limpa e macia. E mais, ela é hipoalergênica, segura para peles sensíveis e para a lavagem de roupas de bebês e crianças. É fácil de usar, bastando colocá-la na máquina de lavar junto com as roupas, e ainda pode ser reutilizada mais de 350 vezes.

Eco Info

A presença do sabão e de detergentes em rios, lagos ou oceanos pode causar formação de espuma na superfície da água. Essa camada de espuma impede a penetração dos raios solares e a troca de gases entre a atmosfera e a água. O oxigênio não consegue entrar, levando plantas aquáticas e peixes à morte. Esses poluentes também têm o poder de destruir as bactérias, impedindo a decomposição natural das matérias orgânicas. Além de prejudicar a natureza, esse tipo de poluição torna o tratamento das águas mais difícil e caro.

Informações técnicas
A Eco Laundry Ball pode ser usada em máquina de lavar com tampa horizontal. Desde que as cerâmicas de dentro da bola estejam totalmente imersas, mesmo que a bola não esteja.

Ela também pode ser usada em máquina de lavar do tipo 2 em 1 (lava e seca). Desde que a temperatura não passe de 70° C. Temperaturas mais altas podem danificar a bola.
Dependendo do grau de sujeira, adicione de 5 a 20% de sabão em pó na lavagem, para aumentar a eficácia da Eco Laundry Ball.

De R$ 29,90 por R$ 8,97 na Greenvana

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Tênis ecológico – Ao ser enterrado se biodegrada e se transforma em flor





OAT é uma empresa Holandesa, criadora de uma linha de tênis que além de ser biodegradável traz sementes de plantas incorporadas em suas linguetas.
Os tênis em estado de desgaste total devem ser enterrados e ao invés de tornarem-se resíduos nocivos ao meio ambiente vão se decompor totalmente e as sementes farão surgir uma planta. A OAT afirma que com essa atitude a moda e, consequentemente o consumidor pode deixar pra trás algo muito melhor que apenas resíduos – uma árvore, flores ou mesmo uma planta de algodão que pode oferecer um novo produto.

Outro ponto que observamos foi que a marca focou em trazer exemplares para homens, mulheres e um par na versão unissex, focando sempre nos tons naturais e linhas mais clássicas, o que é uma característica a ser observada na eco moda: os itens atemporais.

A empresa informa que o tênis demora em média 6 meses para se decompor por completo, mas que pode variar pois a degradação depende de condições específicas do solo. Este é um ponto negativo pois a empresa não detalhou ou mostrou com clareza o processo que é o diferencial sustentável d produto.



Os conceitos abordados pela OAT em seu site merecem ser compartilhados. A marca destaca uma necessidade de pensar que “O futuro da moda está em uma reconciliação entre a indústria e o meio ambiente”. Nós aqui do Coletivo vamos mais além: essa reconciliação entre a cadeia fashion e o meio ambiente deve ser hoje e diariamente, pois é um processo longo de ajustes e mudanças drásticas de postura e valores.






domingo, 24 de fevereiro de 2013

Tam apoiará cinco projetos socioambientais em 2013



Tam Linhas Aéreas recebeu 200 inscrições de projetos socioambientais para serem apoiados em 2013 – crescimento de 82% em relação a 2012. As selecionadas para este ano foram: Associação Movimento Mecenas da Vida, de Itacaré (BA); Ecomar, de Natal (RN); Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), do município paulista de Cananéia; Instituto Peabiru, da cidade paraense de Monte Alegre; e ProjetoTamar, localizado em Ubatuba (SP).

Criado em 2010, a iniciativa da Tam tem objetivo de apoiar propostas que promovam o desenvolvimento do turismo sustentável e a conservação do meio ambiente.