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sábado, 21 de setembro de 2013

Jean Paul Ganem presenteia São Paulo com landscape art no Jardim Botânico de São Paulo. Na abertura, arte, gastronomia, música e cinema – dia 21/9








O projeto “Cidade Galeria”, idealizado pela Brazimage, promove a obra de land art “O Caminho do Rio”, do artista franco-tunisiano Jean Paul Ganem, no Jardim Botânico de São Paulo. A inauguração, no dia 21 de setembro, será um evento especial – um convite ao público a não apenas apreciar, mas ter uma experiência junto à obra: um piquenique do “Chefs na Rua”, com curadoria de Laurent Saudeau, performance da Orquestra Heartbreakers e Guga Stroeter, que estimula a exploração da obra, e première do filme “A Margem da Paisagem”, com direção de Eliane Caffé e produzido pela Brazimage e Aurora Filmes.

A intervenção de 2,5 mil m2 de Jean Paul Ganem desenha com flores e plantas um rio vermelho na entrada principal do parque. Resgatando o traçado do curso original do Rio Tietê. A instalação convida a caminharmos por ela, criando uma conexão não apenas entre o espectador e a obra, mas também com o tema abordado.

Sempre pensando no local onde a obra é desenvolvida, Jean Paul Ganem viu no Jardim Botânico de São Paulo, um lugar já repleto de beleza, a oportunidade de abordar um tema de grande importância para a cidade. Suas constantes visitas ao Brasil, país que visita há 25 anos, foram essenciais. “Se eu não tivesse vindo tantas vezes a São Paulo, eu não saberia dos problemas das enchentes. São Paulo é uma cidade vibrante, mas também extremamente poluída: a poluição do solo, do ar, poluição sonora e também da água. Seus muitos córregos e rios são, em sua maioria, soterrados e canalizados; lembram esgotos margeando rodovias congestionadas. Fico surpreso com esse absurdo. Uma cidade chegar nesse nível de poluição é uma loucura. Na Europa vivemos o rio poluído, mas conseguimos vencer. Nosso rio, hoje, é um lugar agradável, onde as pessoas fazem piquenique; é um lugar de encontro na cidade”.

Com mais de 40 obras pelo mundo, o artista modifica a paisagem e produz suas obras em locais inusitados. Ao trabalhar com plantações em grande escala, que trazem consigo formas e cor para espaços comuns, transforma a percepção das pessoas sobre determinados ambientes, às vezes contaminados e degradados, e as faz enxergar a arte como um agente de transformação. Entre os locais que já receberam intervenções de Jean Paul estão o Château de Rambouillet, ao redor de Paris, um aterro sanitário de Montreal e campos agrícolas ao redor da França e do Canadá. “As plantas me interessam muito. Percebi que elas emocionam todo mundo, das crianças aos idosos e até pessoas que não se interessam por arte. Causam impacto num público bem mais amplo que o dos museus e galerias”, explica Jean Paul.

Com curadoria de Luciana Farias, “O Caminho do Rio” foi desenvolvido por oito jardineiros formados pelo projeto, sob orientações de uma arquiteta, um engenheiro agrônomo e do próprio artista. “A contribuição de Jean Paul com seu rio vermelho, que emerge entrecortando um pequeno canal no idílico jardim botânico, convida a contemplar a vida e desejar um futuro onde homem e natureza convivam em harmonia”, descreve a curadora.

Jean Paul Ganem

Nascido na Tunísia em 1964, Jean Paul Ganem divide seu tempo entre Paris (França), Montreal (Canadá) e São Paulo. Produz obras em locais inusitados, criando conexões com a atividade humana em ambientes diversos, interagindo criação artística no processo de produção com o objetivo de surpreender e estimular agentes e espectadores dessas paisagens. Suas obras, feitas com plantas, são suscetíveis à ação do tempo e estão em constante transformação. São sempre produzidas em negociação com os habitantes locais, no caso do campo, respeitando técnicas de plantio e colheita. Nessas obras o artista utiliza culturas como girassol, trigo e canola, entre outras espécies. Entre suas principais intervenções de landscape art estão projetos no Château de Rambouillet, em Paris, e a obra Jardin des Capteurs, em Montreal – um aterro sanitário de 30 mil m2, ao lado do QG do Cirque du Soleil, que patrocinou o projeto de revitalização junto com a prefeitura da cidade. No Brasil, desenhou o projeto do boulevard do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Piquenique Chefs no Parque com curadoria de Laurent Suaudeau

Para a entrega da instalação ao parque e à cidade, a Brazimage, idealizadora e produtora do projeto Cidade Galeria, promove uma experiência gastronômica e sonora na obra, com jazz ao vivo e alta gastronomia. Como parte do evento, será realizada uma edição do projeto “Chefs de Rua”, o “Piquenique Chefs no Parque, realizado pela KQi Produções com curadoria do chef Laurent Suaudeau (Escola da Arte Culinária Laurent) e participação de prestigiados chefs. Todos eles servirão comidinhas frias, como saladas e sanduíches, preparados com ingredientes orgânicos e sustentáveis, que aproximam ainda mais as pessoas do espaço e da obra.

O chef Laurent Suaudeau irá servir a Salada de macaroni, Madeleine de laranja e Pain au chocolat, enquanto o chef Ailton Piovan, da Mondiale, traz seu Sanduíche de porchetta na ciabatta e a Salada de mini folhas com molho de limão siciliano. O chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó, apresenta o Sanduíche de rosbife de carne-de-sol em um pão de fermentação natural e um sanduíche de queijo de cabra e abóbora. Já o chef Fred Frank irá servir seu Queen Brownie nos sabores amêndoas, pistache, laranja e café. Janaína Rueda, do Bar da Dona Onça, leva ao piquenique o Clube sanduíche peito de peru, bacon, queijo meia cura e maionese, Sanduíche de linguiça com picles de pepino, Rosbife caseiro com salada de batatas, Salada de alface baby com tomate cereja e palmito açaí, Brigadeirão da onça e Suco de uva orgânico. Felipe Do Val e José Baratino preparam o Sanduba de pasta de tomate assado com salame Pirineus e rúcula. O chef Dagoberto Torres, do Suri Ceviche Bar, traz o Ceviche Goa, de peixe branco, camarão e lula com curry, leite de coco e coentro, e o Ceviche Azteca, de peixe branco, camarão e lula com molho de pimientos, cebola roxa, coentro e cubos de abacate. Os preços variam entre R$ 5 e R$ 15.

E para dar ainda mais clima à celebração, na véspera da Primavera, haverá uma performance da Orquestra Heartbreakers e Guga Stroeter, que incentiva a exploração de toda a obra. A idéia é que o público traga suas toalhas para curtir um sábado relaxado à margem da obra de Jean Paul.

As obras de Jean Paul Ganem costumam ser efêmeras, mas, dessa vez, ela será entregue ao Jardim Botânico de São Paulo, que dará continuidade ao projeto.

Cidade Galeria

O Cidade Galeria, idealizado pela Brazimage, tem como propósito promover a arte, valorizando o espaço público e ressignificando a relação da pessoa com a cidade. Trata-se de um projeto de revitalização cultural, pioneiro ao unir artistas, governos e empresas privadas, em prol de uma cidade mais humana e civilizada.

“Acreditamos no papel transformador da arte. Com o Cidade Galeria estamos propondo a ressignificação da relação do cidadão com a cidade através de intervenções artísticas no espaço público” – Luciana Farias, Brazimage.

O Cidade Galeria foi lançado em outubro de 2010 em um evento no Edifício Martinelli e seguido da abertura da exposição “Noturnos”, do fotógrafo Cássio Vasconcellos, no Prédio Histórico dos Correios, no Vale do Anhangabaú. Em 2012 promoveu uma instalação de Claudia Andujar no Prédio dos Correios, no centro de São Paulo. “O Caminho do Rio”, de Jean Paul Ganem, é a terceira ação do projeto.

Jardim Botânico de São Paulo

Localizado no bairro Água Funda, na Zona Sul da cidade de São Paulo, faz parte do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, área de preservação da Mata Atlântica, ocupando uma área de 360 mil metros quadrados.



“O Caminho do Rio” por Jean Paul Ganem @ Jardim Botânico de São Paulo

Entrega da obra: 21 de setembro, às 13h, gratuito mediante apresentação de convite

Funcionamento: de terça-feira a domingo e feriados, das 9h às 17h

Endereço: Av. Miguel Stéfano, 3031, Água Funda – São Paulo

Telefone: 5067-6000

Ingressos: R$ 5,00 (estudantes e pessoas acima dos 60 anos de idade pagam meia-entrada; crianças até quatro anos e portadores de necessidades especiais são isentos)

Estacionamento: carro de passeio – R$ 8,00; moto e afins – R$ 4,00; vans, ônibus e microônibus – R$ 20,00

Agência Lema

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Galpão abandonado vira escritório de vidro em Amsterdã

Via redação CicloVivo







O Crystal Forest é um complexo sustentável de escritórios planejado pelos arquitetos do Except Integrated. A estrutura foi projetada em um galpão abandonado na capital holandesa, Amsterdã. O local é confortável, espaçoso e leva a natureza ao ambiente de trabalho.

Conforme informado no site da empresa de arquitetura, a ideia surgiu quando a equipe buscava um novo espaço para a sua sede. Durante as visitas, eles estiveram em um estaleiro abandonado e logo se apaixonaram. A sugestão era transformar o grande galpão em um espaço de trabalho inspirador. Durante o processo, eles perceberam que isso poderia ser replicado para diferentes locais.

Como o nome já diz, as plantas são parte essencial deste complexo. Elas estão espalhadas por toda a parte. Além de auxiliarem no controle da qualidade e umidade do ar, elas também servem para produzir alimentos através de sistemas hidropônicos. Para mantê-las sempre abastecidas, os arquitetos utilizaram um sistema de capitação da água da chuva, que leva automaticamente água e nutrientes às plantas.

A estrutura é feita basicamente em vidro, o que permite maior aproveitamento da luminosidade natural e oferece aos usuários a sensação de liberdade e contato direto com a natureza. Por isso, o complexo não tem paredes dividindo os ambientes. As separações são feitas a partir da disposição das mesas e cadeiras. Mesmo assim, existem espaços para convivência, reuniões, trabalhos individuais, recepção e até um café.

Apesar de toda a beleza do Crystal Forest, não é na aparência que está o seu principal diferencial. Os arquitetos explicam no site do escritório que esta é uma opção prática para tornar habitáveis os grandes armazéns abandonados, algo bastante comum na Europa pós-revolução industrial. Originalmente essas estruturas não foram planejadas para abrigar pessoas, portanto, não possuem bons sistemas de ventilação, aquecimento e os métodos tradicionais de adequação seriam muito caros. Já o Crystal Forest é uma solução modular, que pode ser facilmente transportada e construída em outro local e que oferece diversas opções de uso. De acordo com o site, é possível replicar a estrutura em qualquer ambiente que tenha, ao menos, 400 metros quadrados de espaço disponível.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Falta de serviço de plantio obriga Prefeitura a doar 200 mil mudas para paulistanos


Redação CicloVivo





Na última quarta-feira (5), a Prefeitura de São Paulo anunciou que vai distribuir 200 mil mudas de árvores para os paulistanos. No entanto, a distribuição popular só ocorrerá porque a atual gestão do prefeito Fernando Haddad não tem um contrato em vigor para fazer o plantio de árvores na cidade – os acordos com as empresas especializadas nem sequer foram renovados, e a atividade vem sendo executada por equipes de zeladoria das subprefeituras.

De acordo com Ricardo Teixeira (PV), secretário do Verde e do Meio Ambiente, as mudas de árvores começarão a ser distribuídas na próxima segunda-feira, nos parques municipais da cidade. O secretário não explicou se a população será orientada sobre as condições corretas de plantio das mudas. “Precisamos que cada cidadão se aproxime do meio ambiente. Para isso, essa grande ação de estar doando 200 mil mudas. Se população assim entender haverá mais”, disse Teixeira ao jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o jornal paulistano, o estoque municipal de mudas está lotado – não há mais espaço para receber doações de plantas no estoque, localizado no viveiro Manequinho Lopes, no Parque do Ibirapuera. A falta de plantio também impede o armazenamento das mudas produzidas pela prefeitura – anualmente, uma média de 90 mil novos exemplares são produzidos.

Mesmo diante da situação, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente informou que ainda vai decidir se firmará novos contratos com empresas de plantio na cidade. Nos primeiros cinco meses deste ano, das oito mil mudas plantadas na capital, as subprefeituras se responsabilizaram por duas mil e setecentas delas.

A distribuição de mudas para os paulistanos vem sendo encarada com maus olhos pelos representantes da oposição, que enxergam falta de interesse político do prefeito em promover ações de proteção ambiental. Em março, Haddad apresentou o plano de metas, em que não consta a criação de novos parques e não estão listadas as metas específicas para o plantio de árvores.



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Gigi Botelho lança número verde para enfeitar fachadas



Paisagista cria placas com formatos de números com o intuito de trazer o verde para mais um local inusitado



De aço galvanizado e acabamento em cobre o número verde tem até 60cm de altura e na parte de traz há suporte para que o objeto seja aparafusado em qualquer superfície. A ideia de Gigi Botelho é levar um pouco de verde a espaços improváveis como fachadas de casas, lojas e prédios. O ideal é que a peça fique em áreas externas para que as plantas possam ser regadas.

Gigi Botelho Paisagismo
Rua Mario Maglio, 207, Butantã – São Paulo, SP.
(11) 3892-2588

www.gigibotelho.com.br

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Adote uma árvore no SESC Interlagos

Via Cult Circuito




As áreas verdes (apesar de escassas na cidade de São Paulo) trazem inúmeros benefícios ao ambiente como: redução da poluição atmosférica, estabilidade do microclima urbano, melhoria do ciclo da água e das condições do solo, aumento da diversidade e quantidade de fauna, harmonia paisagística do espaço, criação de espaços de lazer e recreação, dentre outros.

Desta forma, o Viveiro de Plantas do Sesc Interlagos, além de ter um programa de educação socioambiental e produzir mudas de árvores para manutenção das áreas verdes da Unidade, atualmente conta com o projeto “Adote uma Árvore!”.

A ideia do projeto é promover a doação de mudas de árvores aos usuários da unidade, tornando-os agentes ativos no processo de arborização urbana e assim futuramente aumentar o número e a qualidade dos espaços verdes na cidade de São Paulo.

SESC Interlagos - Av. Manuel Alves Soares, 1100 - Parque Colonial - SP
Telefone: 11 5662-9500

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Após uso, embalagem de alimentos se torna vaso compostável para plantas, outras, desaparecem


Equipe eCycle




Projeto do idealizador era reduzir o lixo de maneira inteligente

O designer Michal Marko teve uma ideia inusitada: “Criar uma embalagem que cause o menor impacto ambiental possível e ensinar a sociedade sobre materiais biodegradáveis, de uma maneira divertida”.

Isso se deu através do Disposable Food Bowl, uma espécie de prato feito de papel, material biodegradável, que pode ser utilizado como vaso após o uso. A ideia pode parecer confusa, mas é bastante simples.

Depois de consumir o alimento contido no interior da embalagem, o usuário deve seguir os seguintes passos:

1- Retirar a etiqueta e pegar as sementes nela presas:



2- Preencher o recipiente com terra e plantar as sementes:



3- Molhar a terra:



4- Esperar a planta crescer:



5- Colocar a planta no solo:



Curtiu? Saiba mais sobre o designer Michel Marko clicando aqui. Como o produto ainda não está à venda no Brasil, que tal aprender um pouco mais sobre compostagem?

Imagens: behance.net



Mais sobre embalagens pela equipe eCycle :


Embalagens que "desaparecem" junto com produto principal começam a virar realidade









Iniciativa pode ser resposta ao problema gerado pelo descarte de embalagens

Não seria ótimo se as embalagens dos produtos que compramos simplesmente desaparecessem? Apesar de muitas delas serem descartáveis, a quantidade de lixo que acabam gerando é enorme. Mas o impossível pode estar se tornando realidade, graças a uma ideia do estudante Aaron Mickelson.

O jovem designer iniciou o projeto Disappearig Package criando modelos de embalagens que fossem incorporadas aos próprios produtos, fazendo com que a embalagem seja usada ao mesmo tempo em que o próprio produto é usado.



Embalagem reutilizavel de saco de lixo

Algumas ideias podem ser vistas no site de Mickelson. Em uma delas, rolos de saco de lixo são embalados em um próprio saco de lixo, que já contém as informações impressas no próprio produto (lembrando que o ideal é compostar tudo o que for possível. O saco tem que ser utilizado apenas para embalar produtos que vão para reciclagem e, preferencialmente, deve ser reciclável ou compostável). Em outra, um sabonete vem dentro de uma embalagem que se dissolve ao entrar em contato com a água morna do chuveiro.




Embalagem de sabonete solúvel em água morna

E que tal sachês de chá que são utilizados como embalagens para os produtos? As possibilidades são grandes e se trata de uma boa ideia para reduzir resíduos sólidos. Quer contribuir também? Consulte os postos de reciclagem e de descarte próximos de você!



Sachês de chá

Imagens dos produtos: Disappearig Package